Bill Sienkiewicz

Boleslav William Felix Robert Sienkiewicz, mais conhecido como Bill Sienkiewicz, é um artista norte-americano mundialmente famoso por seus trabalhos na Marvel Comics, como Novos Mutantes, Cavaleiro da Lua e Elektra: Assassina. É o cocriador do personagem Legião, o mutante filho de Charles Xavier, dos X-Men.

Seu trabalho sempre foi considerado revolucionário, por misturar traços precisos com traços abstratos, nanquim, pintura a óleo, fotorrealismo, colagem e outras técnicas, criando narrativas oníricas e surreais, únicas. Possui uma extensa lista de prêmios, incluindo diversos prêmios Eisner, Eagle e Yellow Kid.

 

Jeff Lemire

Jeff Lemire é um multipremiado roteirista canadense, tendo vencido diversas vezes o prêmio Eisner.

É o criador de grandes séries de sucesso, como Sweet Tooth (que ganhou série na Netflix), Black Hammer e Gideon Falls, além de grandes romances gráficos como Condado de Essex e Nada a Perder. Também escreveu diversos títulos para a Marvel e para a DC Comics, como Gavião Arqueiro, Velho Logan, Arqueiro Verde e Homem Animal.

Em 2021, desenvolveu Primordial para a Image Comics, em conjunto com o parceiro de longa data Andrea Sorrentino.

Hugo Canuto

Hugo Canuto arquiteto, ilustrador e quadrinista brasileiro, nasceu em Salvador em 1986.

Em 2015, lançou a HQ A Canção de Mayrube – O Início, inspirada nas mitologias dos Povos da América.

Em 2016, participou da antologia Máquina Zero 2 da editora Quadro a Quadro. Ainda em 2016, resolve homenagear aos 99 anos do quadrinista americano Jack Kirby, fazendo uma arte protagonizada por orixás da mitologia iorubá, inspirado na capa de Avengers #4, ilustrada por Kirby e publicada pela Marvel Comics em 1966. Logo depois, recriou uma capa do Poderoso Thor protagonizada por Xangô. 

Após grande repercussão, resolve criar um projeto de financiamento coletivo de uma graphic novel inspirada nos posters que vinha desenvolvendo, e inspirada nos quadrinhos da Marvel. Nascia os Contos dos Orixás.

Em 2019, foi um dos ilustradores da adaptação O Bicho Que Chegou a Feira, de Muniz Sodré, roteirizada por Marcelo Lima.

Em 2020, seu romance gráfico Contos dos Orixás se tornou finalista do Prêmio Jabuti – Histórias em Quadrinhos.

Em julho de 2021, a arte de Xangô apareceu no filme Space Jam: A New Legacy da Warner Bros. Uma cópia de Contos dos Orixás foi adquirida pelo Smithsonian National Museum of African Arts em Washington, D.C., Estados Unidos.

Em 2023, lançou Contos dos Orixás 2 – O Rei do Fogo, primeira parte de uma trilogia, com eventos ambientados anos antes dos mostrados no primeiro volume.

Tito Faraci

Originário da comuna de Gallarate, na Itália, Tito Faraci veio ao mundo no dia 23 de maio de 1965 sob o nome de Luca Faraci. Artista prolífico, Faraci atua como cartunista, escritor, músico e letrista.

Após longo período como crítico de música, em 1995 surge no meio dos quadrinhos como roteirista de várias histórias do Topolino (como é conhecido o Mickey Mouse, na Itália).

Já estabelecido no mercado de quadrinhos, passa a trabalhar, no final da década de 90, com personagens como DiabolikDylan DogMartin MystèreZagorNick Raider Mágico Vento.

Com o ilustrador Giorgio Cavazzano, criou o personagem Rock Sassi, e outras histórias para os quadrinhos Disney, como Jungle Town (2006) para a série Buena Vista Lab. A editora Einaudi publicou Topolino Noir em 2000, uma antologia das melhores histórias da Disney escrita por Faraci.

Foi no ano de 1999 que ele começou a colaborar com Sergio Bonelli Editore, escrevendo o personagem Dylan Dog. A Bonelli também foi a casa da série desenvolvida por Faraci, Brad Baron.

Pela Panini Comics, sob licença da Marvel Comics, escreveu em 2004 Il segreto del vetro com arte de Cavazzano, uma história do Homem-Aranha ambientada em Veneza. Em 2006 escreveu outra história estrelada por personagens da Marvel: Demolidor e Capitão América: Dupla Morte, desenhada por Claudio Villa.

Na Bonelli, em abril de 2007 passou a integrar a equipe de roteiristas envolvidos na realização das histórias de Tex.

Em 2012 a série Le Storie, da Bonelli, publica Sangue e Gelo, com roteiro de Faraci e arte de Pasquale Frisenda, aclamada como uma das grandes obras da tradicional editora.

Sua carreira célebre tem sido abalizada com vários prêmios, entre eles o Gran Guinigi de melhor roteirista na Lucca Comics, em 2004 e em 2012 o Prêmio Papersera, concedido aos autores Disney.

Pedro Mauro

Paulista de Nova Europa, Pedro Mauro iniciou sua carreira como desenhista de histórias em quadrinhos em 1970, com westerns para a extinta Editora Taika. Dois anos depois ingressou no mercado publicitário, ilustrando storyboards, editoriais, cartazes e etc. Na década de 90, trocou São Paulo por Nova York, onde viveu e trabalhou por mais de dez anos.

A partir de 2014, inicia sua parceria com o roteirista Gianfranco Manfredi, sob a égide da italiana Sergio Bonelli Editore, assinando diversos números das séries Adam Wild e Cani Sciolti, além do álbum Mugiko, para a coleção Le Storie, que traz sempre histórias completas com forte ambientação histórica.

Em 2016, para a editora francesa Glénat, desenhou um tomo de L’Art Du Crime, roteirizado por Olivier Berlion e Marc Omeyer. No ano seguinte, retornando ao western, realizou seu primeiro trabalho independente, Gatilho, em parceria com o roteirista Carlos Estefan, iniciando a trilogia que se seguiu com os álbuns Legado (2018) e Redenção (2019).

Em 2020, em comemoração aos seus 50 anos de carreira, lançou o álbum Cowboy, após uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo, resgatando suas primeiras publicações da década de 1970. Hoje vive e trabalha em Itu, interior de São Paulo.

Rúben Pellejero

Um dos mais renomados quadrinistas espanhóis, com mais de 40 anos de carreira no mercado internacional, ilustrador de traço preciso, mestre na arte do claro e escuro, é amplamente conhecido por sua longa colaboração com o roteirista argentino, Jorge Zentner. Trabalhando juntos desde os anos 80, Rubén Pellejero e Zentner cocriaram o anti-herói Dieter Lumpen, que os traria fama e reconhecimento, e venceram o prêmio de melhor obra estrangeira no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême por El Silencio de Malka. Em 2015, após um hiato de mais de dez anos sem publicarem juntos, a dupla retornou com o sucesso Cromáticas, que chega agora ao Brasil pela Editora Trem Fantasma.

Atualmente, Pellejero é o desenhista da nova série de Corto Maltese, colaborando com conterrâneo Juan Díaz Canales (Blacksad) e tendo sido escolhido por Canales e pela editora pela elegância de seu traço e a influência inegável de Hugo Pratt.

Pasquale Frisenda

Pasquale Frisenda nasceu em 8 de janeiro de 1970 em Milão, cidade onde mora e trabalha. Sempre foi apaixonado por histórias em quadrinhos e ilustrações. Em 1986, passou a frequentar o curso de ilustração e quadrinhos Castello Sforzesco di Milano.

O contato com artistas como Pasquale Del VecchioCarlo AmbrosiniCasertano entre outros, é o encorajamento necessário para encarar a carreira de quadrinista.

Na revista de ficção científica Cyborg, editada pela Star Comics em 1990, tem seu primeiro trabalho profissional, a história Tenebra, com roteiro de Michele Masiero, que só seria publicado anos depois.

O ponto de virada na sua carreira aconteceu no ano de 1990, quando foi convidado por Ivo Milazzo para visitar seu estúdio em Chiavari. Após ter feitos páginas de teste, é convidado para fazer parte do Studio IEMME e compor o staff da nova revista de Ken Parker, publicada originalmente pela Parker Editore até que, em 1994, foi comprada pela Sergio Bonelli Editore.

A parceria com a “Casa dos Sonhos de Papel” continua e, em 1996 passa a desenhar a série criada por Gianfranco ManfrediMágico Vento. Algumas das histórias mais amadas pelos fãs saíram do seu traço, como WindigoA Mão Esquerda do Diabo e O Monstro de Hogan. Frisenda ilustrou ao todo 14 álbuns e as capas do número 32 ao 75, em sete anos de longa colaboração.

Prestigiado e admirado na Sergio Bonelli, recebe da editora a honra de ilustrar o Texone n.º 23, com a história Patagônia, que contou com roteiro de Mauro Boselli, considerada por muitos dos fãs uma das melhores histórias do imbatível ranger.

Em 2011 participou do projeto 150 – Storie d’Italia que contou com histórias de Ivo Milazzo (que foi o coordenador do projeto), Giorgio CavazzanoCarlo AmbrosiniCorrado MastantuonoSergio Toppi e Marco Nizzoli.

Seguindo em mais uma obra aclamada, ilustra Sangue e Gelo, a edição 47 da série Le Storie,  com roteiro de Tito Faraci.

No ano de 2018 as duas histórias que produziu para a minissérie Deadwood Dick, com roteiro de Maurizio Colombo, são publicadas.

Sua prestigiada carreira foi consagrada com alguns dos principais prêmios da Itália, o INCAFumo di ChinaMilano Cartoomics, em categorias como “melhor capista”, “melhor desenhista realístico”, “melhor desenhista de quadrinhos”, “melhor história” entre outros.

Matthieu Bonhomme

Matthieu Bonhomme nasceu em Paris em 17 de junho de 1973. Iniciou sua carreira profissional no final dos anos 90 em revistas como SpirouJe BouquineGrain de soleilMaximumD-LireImage Doc, entre outras. Em 2000, aventurou-se pela primeira vez pelo oeste selvagem como ilustrador do livro  Contes et récits de la conquête de l’ ouest, de Christophe Lambert.

Em parceria com Fabien Vehlmann, lançou em 2002 a série Le marquis d’Anaon (Dargaud). No mesmo ano, iniciou a série de aventuras Esteban (Dargaud).

Em 2016 publicou seu mais estrondoso sucesso, O Homem que Matou Lucky Luke, aclamado por críticos e leitores. Sua sequência,  Lucky Luke Procurado foi lançada em 2021 na França.

Em 2018, ao lado de Fabien Nury, iniciou a série de ficção histórica Charlotte Impératrice (Dargaud).

Prêmios: Prix Alph-Art, Melhor álbum de estreia, Festival Internacional de Angouleme, L’Âge de raison, 2003. Prix Cross-Generation, Festival Internacional de Angouleme, Messire Guillaume V3, 2010. Prix Saint-Michel, Melhor álbum, O Homem que Matou Lucky Luke, 2016. Prix des Lycéens, Festival Internacional de Angouleme, O Homem que Matou Lucky Luke, 2017. Prix du Public Cultura, Festival Internacional de Angouleme, O Homem que Matou Lucky Luke, 2017.

Lillo Parra

Lillo Parra nasceu em 1972, em São Paulo. Quando era pequeno, passava horas intermináveis olhando as figuras dos gibis de seu pai. E de tanto que olhou, aprendeu a ler e aí não parou mais. Quando ficou mais velho resolveu publicar seus próprios gibis.

Entre sues principais trabalhos estão as adaptações em quadrinhos das peças de Shakespeare: Sonhos de uma noite de verão (adotado no PNBE 2013) e A Tempestade (Troféu HQMix 2013) e os álbuns La Dansarina (Troféu HQMix 2015), Descobrindo um novo mundo (adotado no PNLD 2021), O Cramulhão e o desencarnado (2019) e João Verdura e o Diabo (2021).

Juan Diaz Canales

Juan Díaz Canales nasceu em 1972 em Madrid, Espanha.

Aos 18 anos ingressou em um estúdio de animação, onde conheceu Juanjo Guarnido, que logo se tornou um grande amigo. Juan permaneceu na Espanha enquanto Juanjo foi para a França para trabalhar nos estúdios de animação da Disney. Mas isso não os impediu de inventar um dos maiores projetos de quadrinhos desta década, Blacksad, uma série de detetives no estilo dos anos 1950 de enorme sucesso.

Enquanto isso, Díaz Canales prosseguia seus estudos em artes plásticas, então, em 1996, fundou uma empresa chamada Tridente Animation com três outros designers. Isso o fez começar a trabalhar com várias empresas europeias e americanas, passando a dividir seu tempo entre a redação de roteiros para quadrinhos e animação e a supervisão de séries de TV e filmes de animação. Em 2015, assume a continuação das aventuras de Corto Maltese em colaboração com Ruben Pellejero.