Jorge Zentner

É o criador de Dieter Lumpen, juntamente com Rubén Pellejero, com quem desenvolveu uma sólida carreira, produzindo títulos como TabuHistórias em FM O Silêncio de Malka. Em 2015, a dupla publica Cromáticas, trazida ao Brasil pela Editora Trem Fantasma.

Também trabalhou em colaboração com outros ilustradores, como David Sala (Replay), Carlos Nine (Pampa), Bernard Olivié (Caravana), Mattotti (O Som da Geada), entre outros.
Ganhador dos Prêmios Haxtur (1986), Alph-Art (1997) e do Juri, no Festival de Angoulême (1997).

É escritor, ainda, de romances e obras para crianças e adolescentes.

Jefferson Costa

Desde criança, além de jogador de futebol ou de basquete, Jefferson Costa queria ser “desenhador” ou piloto de carro de corrida. Ou arquiteto. Ou arqueólogo. Ou piloto de avião. Ou…

Como não deu pra ser tudo isso, resolveu ser um pouquinho de cada coisa nas páginas de seus gibis. E ele já fez gibis de montão: Roseira, Medalha, Engenho e outras histórias (Troféu HQMix 2020), biografia em quadrinhos do músico Fela Kuti, Anansi (livro ilustrado infanto-juvenil), Arcane Sally e Sr. Vapor, Graphic MSP – Jeremias: Pele (Prêmio Jabuti e Troféu HQMix 2019), Jeremias: Alma (Troféu HQMix 2021), Jeremias: EstrelaLa Dansarina (Troféu HQMix 2015), adaptação de A Tempestade, de Shakespeare (Troféu HQMix 2013) e A dama do Martinelli.

Hugo Pratt

Hugo Pratt é, por muitos, considerado o o maior quadrinista da história.

Nascido na Itália no ano de 1927, levou a paixão pelos quadrinhos acima de tudo: confinado em um campo prisional na Etiópia durante a Segunda Guerra Mundial, o jovem Pratt comprava gibis de seus guardas para se entreter. Mais tarde, resgatado pela Cruz Vermelha, retorna a Itália onde funda com amigos o Grupo de Veneza, e faz da paixão sua profissão.

O sucesso de suas primeiras histórias publicadas rende um convite para vir trabalhar para a editora Abril, na Argentina. No país, Pratt passa a colaborar com Oesterheld, o lendário roteirista de El Eternauta, e juntos produzem os sucessos Sgt. Kirk Ernie Pike.

Nos anos 60, Pratt retorna a sua terra natal, onde publica A Balada do Mar Salgado, primeiro álbum do pirata Corto Maltese. Comparado às maiores obras da literatura, como Moby Dick e Coração das Trevas, Corto Maltese alça Pratt ao panteão dos grandes artistas mundiais de todos os tempos. Sua vida chega ao final em 1995, ano em que publica seu último trabalho completo, Morgan, publicado pela Editora Trem Fantasma pela primeira vez no Brasil.

Gianfranco Manfredi

Cantor, compositor, escritor, ator e roteirista italiano, da região de Marche.

Morou grande parte de sua vida em Milão, onde graduou-se em filosofia pela Università Statale e frequentou a redação da revista de contra-cultura Re Nudo (Rei Nu), onde se envolveu com a atmosfera anarco-situacionista da edição e encontrou inspiração para suas primeiras canções. Lançou seu primeiro álbum em 1972. Entre os anos 70 e 90, chegou a lançar cerca de 8 álbuns musicais, tendo lançado mais dois depois dos anos 2000. Durante este período publicou também diversos ensaios filosóficos e atuou como ator e roteirista de teatro, TV e cinema.

Foi só no ínicio dos anos 90 que Manfredi começa sua atividade como roteirista de quadrinhos, criando os personagens Gordon Link, para a Editoria Dardo, e Mágico Vento, para a Bonelli Editore em 1997, o qual escreveu até 2011 em mais de 130 edições. Escreveu também edições de Dylan DogTex, e, em 2007 ,criou a mini-série de sucesso A Face Oculta. Mais tarde, viria criar a série Adam Wild, primeiro trabalho com o desenhista brasileiro Pedro Mauro, com quem também trabalhou na série Cani Sciolti e o álbum Mugiko, publicado pela primeira vez no Brasil pela Editora Trem Fantasma.

Enrique Breccia

Buenos Aires, 1945. Desenhista, pintor, roteirista.

Artista autodidata, domina as técnicas de xilografia, pintura a óleo, têmpera, nanquim e aquarela.

Seu primeiro quadrinho, A Vida do Che, foi realizado em parceria com seu pai, Alberto Breccia, em 1968, a partir do roteiro de Héctor Germán Oesterheld.

Entre 1970 e 1974 se dedica a escrever e ilustrar a saga La Guerra del Desierto y la Revolución Mexicana para as revistas italianas Linus e Alter Linus, além de Guerra de Argelia, com roteiros de Norberto Buscaglia, para a Linus. Intercalando (1973 a 1976) com trabalhos para a editora inglesa Fleetway, para quem criou o personagem Spy 13.

Em 1976 inicia a publicação, na Argentina e Itália, da série Alvar Mayor (concluída em  1983), seu personagem mais famoso, com roteiro de Carlos Trillo. Desta parceria surgem várias outras obras, como El Peregrino de las Estrellas, e as humorísticas Los viajes de Marco MonoEl Reino Azul e Los Enigmas del Pami.

Participa da primeira versão da Fierro desde o primeiro número, em 1984, publicando La Argentina en Pedazos, onde adapta os textos El Matadero, de Esteban Echeverría,  Los dueños de la tierra: 1892, de David Viñas, e Mustafá, de Armando Discépolo, este último com roteiro adaptado por Norberto Buscaglia. Ainda em 1984 escreve e desenha El Cazador del Tiempo, também para a Fierro, republicado posteriormente na Espanha e Itália.

Entre 1983 e 1987, escreve aquela que é considerada sua obra-prima, El Sueñero – O Sentinela dos Sonhos, trazida para o Brasil pela Editora Trem Fantasma. Em 2006 retorna ao personagem em El Sueñero 20 años después.

Em continuidade a seu trabalho para a Fierro, em 1985 roteiriza a série Metrocarguero, desenhada por seu colega e amigo, Domingo Mandrafina.

Entre 2001 e 2006 trabalha para o mercado norte-americano, desenhando títulos como X- Force e Wolverine para Marvel Comics. Para a DC Comics, ilustrou   Batman Black & WhiteBatman Gotham KnightsLegion Worlds, 22 edições de Swamp Thing e a graphic novel Lovecraft, esses dois últimos para o selo Vertigo.

Não se pode separar a trajetória profissional de Enrique Breccia de sua militância política, de toda uma vida no Movimiento Nacional Peronista. Em 2003 exerce o cargo de Secretário General de Governo do Município de General Alvarado (Província de Buenos Aires) e integra a Comissão de Cultura da Confederación General del Trabajo.

Em 2005 desenha o primeiro tomo da novela gráfica Les Sentinelles, com roteiro de Xavier Dorison, para a editora francesa, Delcourt.

Para a editora catalã Ediciones del Zorro Rojo, ilustra as adaptações de Koolau, o Leproso e Knock Out, de Jack London, Reunião, de Cortázar, As Montanhas da Loucurade H. P. Lovecraft e No Coração das Trevasde Joseph Conrad.

Vive e trabalha em Nova York entre 2007 e 2009, retornando à Província de Buenos Aires em seguida, onde se dedica até 2011 à sua grande paixão: a criação de cavalos criollos.  Em 2011 se radica na Itália.

Desenha a edição Dylan Dog – Color Fest para a Sergio Bonelli Editore em 2012, para essa mesma casa editorial italiana, o especial de Tex WillerCapitão Jackcom roteiro de Tito Faraci, publicado em 2016.

Suas obras se encontram em coleções particulares na Europa e América do Sul, na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, na sede do Governo de Mar del Plata e em galerias de arte argentinas, francesas e suíças.

Durante toda a sua carreira, Enrique Breccia foi convidado para diversos salões, mostras e festivais, como Lucca Comics, na Itália, a Bienal de Comics e Ilustración de La Coruña, a Comic Con San Diego, Comicon de New York, Bienal de Comics e Ilustración de Barcelona, Feira do Livro de Paris, Universidad de Alicante – Valencia, Bienal de Comics de Zagreb, Comicon Nápoles, Mostra de Comics de Turín, Comicon de Herzeg Novi. Foi premiado na Argentina com a Medalha de Ouro do jornal Clarín, o prêmio Pléyade de melhor história em quadrinhos do ano e o Prêmio Fundación Konex de ilustração. Em Lucca (Itália) com o prêmio Gran Guinigi, como mestre das histórias em quadrinhos e o prêmio pela carreira do Museo del Fumetto de Cosenza (Itália).

Nos últimos anos esteve trabalhando na graphic novel em cores, Deadman, retornando ao personagem Tex Willer da Sergio Bonelli Editore, desta vez com roteiros de Mauro Boselli e Golgotha, com roteiro de Laurent-Frédéric Bollée e D. Alcante para a editora francesa Soleil-Delcourt.

Enrico Marini

De origem ítalo-suíça, Enrico Marini nasceu em 1969. Estudou ilustração na Basel Academy of Fine Arts e iniciou a carreira aos 18 anos, no Festival de la Bande Dessinée de Sierre. De lá pra cá, publicou inúmeros trabalhos no mercado franco-belga e também no mercado norte-americano, tanto em obras que atua como roteirista, desenhista, ou ambos.

Seus trabalhos mais famosos são as séries O EscorpiãoAs águias de RomaBatman: o príncipe encantado das trevas e Noir Burlesque. Foi premiado no Festival de Hyeres e no Festival de Angoulême.

Eduardo Risso

Nascido em 1959 em Leones, província de Córdoba, Argentina, começou sua carreira como ilustrador no Diario de La Nación, em 1981, e em publicações eróticas e humorísticas argentinas.

Ganhou enorme destaque, principalmente a partir de suas parcerias com Carlos Trillo e Brian Azzarello. Os trabalhos mais importantes de sua profícua carreira são: Cain (com Carlos Trillo), Parque Chas (com Ricardo Barreiro), Fulú (com Carlos Trillo), Borderline (com Carlos Trillo), Chicanos (com Carlos Trillo), Alien Resurrection (com James Vance), Jonny Double (com Brian Azzarello), 100 Balas (com Brian Azzarello), Spaceman (com Brian Azzarello), Logan (com  Brian K. Vaughan), Batman: Cidade Castigada (com Brian Azzarello), Noite das Trevas (com Paul Dini), Torpedo 1972 (com Enrique Sanchez Abulí) e Moonshine (com Brian Azzarello).

Vencedor de três Prêmios Eisner (2001, 2002 e 2004), três Prêmios Harvey (2002, 2003 e 2008), um Prêmio Yellow Kid (2002), além do Prêmio Inkpot (2017), por seu apoio aos quadrinhos mundiais.

Dono de um traço marcante, facilmente reconhecível, Risso é um dos grandes herdeiros da tradição argentina em historietas, firmando-se como um dos maiores expoentes dos quadrinhos mundiais na atualidade, tendo seus trabalhos sido publicados por algumas das maiores casas editoriais do planeta.

Desde 2010 atua como presidente do Comitê Organizador do Crack Bang Boom – Convención Internacional de Historietas, na cidade de Rosário, Argentina, onde organiza exposições, conferências e oficinas com artistas argentinos e convidados internacionais.

David Aja

Quadrinista espanhol de prolífica carreira na Marvel, tendo desenhado diversas histórias e capas, mas famoso por seu trabalho com o Punho de Ferro e com o Gavião Arqueiro, ambos com o roteirista Matt Fraction.

Formado em Fine Arts pela Universidade de Salamanca, David Aja começou a carreira lecionando e produzindo ilustrações editoriais para revistas, livros e capas de CD. Em 2006, iniciou a parceria com Matt Fraction nas histórias do Punho de Ferro, tendo sido premiado em 2012 com o prêmio Eisner de melhor desenhista por Gavião Arqueiro. Também foi eleito o melhor capista em 2013.

Em 2018 desenhou Sementes, para o roteiro de Ann Nocenti, um trabalho que a dupla planejava há tempos.

Carlos Trillo

Nascido em 1943 em Buenos Aires, Carlos Trillo publica pela primeira vez na revista Misterix, em 1963, em parceria com o ilustrador José Caramuta, trabalhando nos anos seguintes com textos humorísticos e redação publicitária.

Em 1973 funda a Editorial Finisterre, juntamente com Guilherme Saccomanno e Carlos Marcucci, onde escreve textos sob pseudônimos diversos, para parecer que se tratam de vários autores estrangeiros. Entre as obras dessa época está Círculo Mortal (sob o pseudônimo Lester Millard), que anos depois vem a ser a base para o roteiro do quadrinho Light & Bold, ilustrado por Jordi Bernet. Em 1974 publica na revista Mengano o primeiro capítulo de Un Tal Daneri – os demais capítulos são publicados na revista Linus – sua primeira parceria com Alberto Breccia e que vem a ser seu primeiro trabalho publicado na Europa.  Em 1975, no Clárin, publica a primeira tira de El Loco Chaves, iniciando uma longeva parceria com Horácio Altuna.

Em 1976 inicia a publicação de Ninguém, para a Tit-Bits, da Editorial Récord, ilustrada por Alberto Breccia e trazida pela primeira vez ao Brasil pela Editora Trem Fantasma. No ano seguinte, publica o primeiro capítulo de Alvar Mayor, com ilustrações de Enrique Breccia.  Em 1979 recebeu dois Prêmios por estes dois trabalhos com os Breccia: o Prêmio Yellow Kid de melhor roteirista no Festival de Lucca/Itália, e o Prêmio Gran Guinigi, também na Itália, de melhor artista internacional.

Entre 1979 e 1983 realiza uma vasta produção, tendo como principais parceiros Domingos MandrafinaAlberto Breccia e Horacio Altuna, consolidando-se como um dos mais importantes roteirista de sua época. Em 1984 publica Custer, seu primeiro trabalho em parceria com o catalão Jordi Bernet, mesmo ano em que recebe o Prêmio de Melhor Roteirista no Salón Internacional del Comic de Barcelona, por Las puertitas del Sr. López, obra com desenhos de Horacio Altuna.

Em 1989 dá início à publicação de Fulù, desenhada por Eduardo Risso, com quem divide uma extensa obra, com títulos como BolitaChicanosBordeline, entre outros. Nos anos 1990 e 2000 direciona sua carreira especialmente ao mercado editorial europeu (italiano e franco-belga), o que não o impede de, em 1998, participar ativamente da segunda fase da revista argentina, Fierro, trazendo para suas páginas obras inéditas e grandes êxitos já publicados na Europa. Neste mesmo ano é premiado no Festival de Angoulème/França pelo roteiro de A Grande Farsa, prêmio que se repete em 2009 com A Herança do Coronel, ilustrada por Lucas Varela, obra que também é galardoada em 2010 no Festival de Lucca/Itália.

Carlos Trillo, um dos mais importantes roteiristas que os quadrinhos já tiveram, falece em Londres em 07 de maio de 2011.

Ann Nocenti

Roteirista e editora de quadrinhos norte-americana, mas também jornalista, professora e filmmaker.

Ann Nocenti se tornou famosa por seu trabalho na Marvel nos anos 80, seja escrevendo um dos períodos mais adorados do Demolidor, seja editando as revistas de um dos períodos mais  férteis dos X-Men, durante parte do trabalho de Chris Claremont. Foi co-criadora de personagens longevos da editora, como Mary Tyfoid, Longshot, Mojo e Espiral.

Conhecida também por sua posição política em relação aos direitos dos animais, alcoolismo e ecologia, que sempre trabalha em suas histórias, e que buscou trabalhar também em outras mídias. Nos anos 90, focou em produções jornalísticas, sejam impressas, sejam audiovisuais, tendo seu trabalho publicado e exibido em diversas oportunidades. Também trabalhou como editora em mais de uma publicação.

Em 2018, escreveu Sementes para o selo Berger Books (de Karen Berger), para a Dark Horse.